Super El Niño 2026: como o agronegócio brasileiro pode proteger a safra, o patrimônio e o fluxo de caixa.

O Super El Niño em 2026/27 exige que produtores rurais e empresas do agronegócio tratem o clima como um risco operacional, financeiro, patrimonial e estratégico – não apenas como uma variável da safra.

O monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) aponta o estabelecimento do fenômeno em junho de 2026, com possibilidade de permanência ao longo do ciclo 2026/2027. Embora a intensidade e os efeitos locais precisem ser acompanhados continuamente por meio de boletins meteorológicos e assistência técnica regional, o cenário reforça uma conclusão prática: a proteção deve ser planejada antes do evento, e não depois do prejuízo.

Para o agro, um período de Super El Niño pode ampliar a exposição a seca, calor, irregularidade de chuvas, excesso hídrico, alagamentos, erosão, doenças fúngicas, incêndios, danos em infraestrutura e interrupções logísticas. A resposta mais eficiente não está em uma única apólice, tecnologia ou medida agronômica. Ela depende de uma estratégia integrada de:

  • prevenção e adaptação produtiva;
  • monitoramento climático e tomada de decisão antecipada;
  • proteção de ativos e patrimônio;
  • preservação de liquidez e capacidade de recuperação;
  • transferência de riscos por meio de seguros, resseguro e soluções estruturadas;
  • continuidade operacional em toda a cadeia de valor.

Nesse contexto, a atuação da Baylis Seguros como parceira estratégica da WTW | Willis Towers Watson acrescenta relevância à discussão. A combinação entre consultoria local, gestão de riscos e acesso à visão global da WTW permite analisar não somente a lavoura, mas a exposição completa da operação: pessoas, produção, máquinas, instalações, armazenagem, transporte, contratos, crédito, receita e cadeia de fornecimento.

 

O que está em jogo para o produtor em 2026

Os efeitos climáticos não são homogêneos no território brasileiro. Conforme informações do INMET, um cenário de El Niño pode elevar o risco de chuvas acima da média em partes do Sul e de déficit de precipitação, altas temperaturas e incêndios em áreas do Centro-Norte.

Na prática, os principais impactos potenciais incluem:

  • Sul: excesso de chuva, alagamento, dificuldade de acesso às lavouras, atraso de plantio e colheita, erosão, encharcamento, aumento de doenças fúngicas e perda de qualidade dos grãos;
  • Centro-Oeste, Norte, Nordeste e MATOPIBA: estiagem, ondas de calor, chuvas irregulares, baixa umidade do solo, comprometimento da germinação, redução do potencial produtivo e piora da condição das pastagens;
  • Pecuária: estresse térmico, redução da disponibilidade de água e forragem, maior custo de suplementação e risco de queda no desempenho produtivo;
  • Patrimônio rural: avarias em galpões, silos, estruturas elétricas, sistemas de irrigação, bombas, benfeitorias, equipamentos e acessos internos;
  • Logística: bloqueio ou deterioração de estradas, pontes e acessos, atraso no transporte, risco à carga, pressão sobre armazenagem e descumprimento de contratos;
  • Fluxo de caixa: queda de receita, necessidade de replantio, custos extraordinários, maior demanda por capital de giro e pressão sobre obrigações financeiras.

O desafio se torna maior diante da baixa disseminação do seguro rural. As estimativas variam conforme a fonte, o período e a metodologia utilizada. A WTW mencionou que apenas 7% das áreas agrícolas brasileiras possuíam algum tipo de cobertura de seguro rural em sua análise divulgada em 2024. Em outra publicação, a companhia citou a marca de 15% das áreas cultivadas com algum tipo de seguro. Já reportagem do CQCS apontou cobertura estimada entre 2,7% e 2,8% da área plantada projetada para 2026.

Ainda que os números não sejam diretamente comparáveis, todos apontam para a mesma realidade: uma parcela relevante da produção agrícola brasileira segue exposta a perdas sem proteção securitária suficiente ou com coberturas inadequadas ao perfil de risco da propriedade.

Mapa de exposição climática no agronegócio.
 
A proteção começa antes do plantio

A primeira linha de defesa contra prejuízos climáticos é o planejamento técnico. O seguro é essencial para transferir parte do risco financeiro, mas não substitui boas práticas de manejo, conservação de solo, gestão de água e manutenção de ativos.

 
Respeitar o ZARC e as janelas de plantio

Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) indica períodos de semeadura, cultivares e tipos de solo com menor risco climático por município. Além de apoiar a decisão agronômica, o enquadramento no ZARC pode ser relevante para acesso a crédito rural, programas públicos e determinadas estruturas de seguro.

O produtor deve conferir as regras da cultura, solo, município e cultivar nos canais do ZARC, do Ministério da Agricultura e no SISZARC.

 
Transformar previsão climática em decisão operacional

Acompanhar previsões é importante, mas o maior valor está em definir antecipadamente quais decisões serão tomadas diante de cada cenário. Entre as ações recomendadas estão:

  • reavaliar a semeadura quando a umidade do solo estiver inadequada;
  • escalonar o plantio, quando tecnicamente possível, para evitar concentração excessiva do risco;
  • adequar cultivares e ciclos às recomendações técnicas e ao zoneamento;
  • antecipar limpeza e manutenção de drenagens, canais, bueiros e estradas internas em áreas mais sujeitas a excesso de chuva;
  • reforçar captação, reservação e uso eficiente da água, dentro das exigências legais e ambientais;
  • revisar estratégias de irrigação e proteção de sistemas elétricos e bombas;
  • intensificar o monitoramento fitossanitário em condições de elevada umidade;
  • manter planos de prevenção e resposta a incêndios em propriedades, pastagens, áreas florestais e regiões de vegetação nativa.

Boletins oficiais do INMET devem ser combinados com assistência agronômica local, histórico da propriedade, mapas de solo, dados de produtividade e informações operacionais.

 

Proteger solo, água e infraestrutura

Em um contexto de maior volatilidade climática, conservação de solo e água deixa de ser apenas uma boa prática agronômica e passa a ser um mecanismo de continuidade do negócio.

As medidas prioritárias podem incluir:

  • plantio direto e cobertura permanente do solo;
  • rotação de culturas e práticas que elevem a resiliência do sistema produtivo;
  • terraceamento e manejo de erosão onde tecnicamente recomendados;
  • drenagem adequada em áreas suscetíveis a encharcamento;
  • recuperação e proteção de áreas de captação, reservação e distribuição de água;
  • revisão de telhados, galpões, cercas, silos, armazéns, estruturas elétricas e sistemas de bombeamento;
  • inventário atualizado de máquinas, benfeitorias, equipamentos, insumos e estoques;
  • plano de contingência para energia, comunicação, transporte, armazenagem e mão de obra.

 

Estratégia de proteção por porte de produtor

A necessidade de gerenciamento de risco é comum a todos, mas o desenho da estratégia deve ser proporcional ao porte, à cultura, à localização, ao endividamento e à complexidade da operação.

Proteção da produção contra o fenômeno Super El Niño 2026.

 
Pequeno produtor: preservar renda, patrimônio e capacidade de recomeçar

Para o pequeno produtor, uma quebra de safra pode comprometer a renda familiar, o pagamento do custeio, o acesso ao crédito e a capacidade de iniciar o ciclo seguinte. As prioridades incluem:

  1. obedecer integralmente ao ZARC;
  2. avaliar o Proagro e, quando elegível, o Garantia-Safra;
  3. contratar seguro rural compatível com a cultura e os riscos predominantes da região;
  4. diversificar produção ou escalonar plantio quando houver viabilidade técnica;
  5. proteger residência rural, veículos, máquinas, equipamentos e fontes de renda;
  6. manter notas fiscais, registros de plantio, fotos, laudos e documentos financeiros organizados.

O seguro não elimina a perda produtiva, mas pode proteger a continuidade da atividade e reduzir a dependência de crédito emergencial ou da descapitalização da família.

 

Médio produtor: proteger produção, ativos e liquidez

O médio produtor normalmente tem maior exposição a máquinas, equipamentos, financiamento, armazenagem, contratos, mão de obra e custos fixos. Por isso, além da lavoura, precisa avaliar o risco de interrupção operacional.

A estrutura de proteção pode contemplar:

  • seguro agrícola alinhado aos riscos da cultura e da região;
  • proteção para máquinas, implementos, galpões, silos, irrigação e benfeitorias;
  • seguro de transporte para a produção em deslocamento;
  • planejamento de caixa para suportar franquias, perdas não seguradas e despesas extraordinárias;
  • análise de contratos de compra, venda, armazenagem, frete e prestação de serviços;
  • revisão do endividamento e das obrigações que podem ser pressionadas por uma quebra de safra.

 

Grande produtor, cooperativa e empresa do agro: gerir a cadeia de valor

Grandes produtores, cooperativas, agroindústrias, cerealistas, tradings e empresas com múltiplas propriedades enfrentam riscos acumulados. O mesmo evento climático pode afetar lavouras, patrimônio, pessoas, fornecedores, transporte, energia, estoque, receita e contratos ao mesmo tempo.

Nessas organizações, o diagnóstico deve considerar:

  • concentração geográfica de áreas produtivas;
  • dependência de uma única cultura, região, armazém, rota, porto ou fornecedor;
  • valor segurado dos ativos em comparação ao custo de reposição;
  • potencial de interrupção de negócios e impacto sobre receitas;
  • perdas decorrentes de atraso, falha ou bloqueio logístico;
  • risco de crédito de compradores e parceiros;
  • exposição ambiental, regulatória, trabalhista e de responsabilidade civil;
  • vulnerabilidade a oscilações de commodities, câmbio e custos financeiros;
  • capacidade de absorção de franquias, perdas retidas e eventos severos simultâneos.

Super El Niño 2026, plantação de arroz.

 

WTW | Willis Towers Watson: dados que reforçam a urgência de uma proteção integrada

A WTW atua com soluções baseadas em dados nas áreas de pessoas, risco e capital e informa atender clientes em 140 países e mercados. Na área de risco climático, a companhia trabalha com identificação, quantificação, gestão e transferência de riscos físicos e de transição, aplicáveis a setores como agricultura, recursos naturais, alimentos e bebidas, logística, indústria e instituições financeiras.

Segundo a WTW, a gestão climática deve seguir uma lógica estruturada:

  • Identificar: mapear e priorizar perigos climáticos atuais e futuros para ativos, operações e cadeia de valor;
  • Quantificar: estimar o impacto financeiro sobre propriedades, produção, receita, fluxo de caixa e contratos;
  • Gerir: definir o que pode ser evitado, mitigado, retido ou transferido;
  • Transferir: estruturar seguros, soluções financeiras e mecanismos alternativos de proteção adequados ao risco.

Essa abordagem é especialmente relevante para o Super El Niño 2026 porque permite transformar incerteza climática em uma matriz objetiva de decisão. Em vez de perguntar apenas se a lavoura possui seguro, o produtor passa a avaliar: qual o impacto financeiro de uma seca, inundação ou atraso na colheita? Quais ativos são críticos? Quanto custa uma interrupção? Quais riscos podem ser reduzidos por manejo? Quais precisam ser transferidos?

Relatório Global de Riscos em Alimentos, Bebidas e Agricultura 2024, citado pela WTW, trouxe indicadores que ajudam a contextualizar a relevância do tema:

  • 71% dos entrevistados apontaram mudanças climáticas entre as principais preocupações para seus negócios;
  • apenas 29% disseram possuir seguros que contemplam exclusivamente condições meteorológicas extremas, sem necessariamente abranger interrupção de negócios;
  • 35% apontaram riscos ligados à cadeia de suprimentos e infraestrutura como preocupação relevante;
  • na América Latina, 40% indicaram logística e armazenagem como riscos importantes para os dois anos seguintes;
  • 28% mencionaram escassez de mão de obra como fator de risco.

Os números demonstram que o prejuízo climático não termina na porteira. A perda de uma safra afeta o produtor, mas também pode reduzir volume transportado, pressionar armazéns, comprometer fornecedores, alterar contratos, aumentar inadimplência e impactar toda a cadeia agroindustrial.

A WTW também ressalta que o agro brasileiro precisa de soluções mais adequadas à sua diversidade regional e produtiva. Em sua análise, culturas como açaí, mandioca e cacau enfrentaram lacunas relevantes de cobertura. Isso reforça a necessidade de avaliação individualizada por cultura, localização, método produtivo, ativos e grau de exposição climática.

 

Baylis Seguros + WTW: proteção com visão local e inteligência global

Baylis Seguros é parceira estratégica da WTW, integrando a proximidade e o conhecimento consultivo do mercado brasileiro à visão global de riscos, dados e soluções da WTW | Willis Towers Watson.

Essa parceria fortalece a proposta de uma proteção mais ampla para o agronegócio. Em vez de analisar somente o seguro da safra, a estratégia pode considerar a exposição completa do negócio — da produção ao recebimento financeiro.

solução de Agro e Recursos Naturais da Baylis é pertinente nesse cenário por apoiar a identificação, quantificação, mitigação e transferência de riscos ligados à produção agrícola, pecuária, recursos naturais e cadeias associadas.

Para operações rurais expostas aos efeitos do El Niño, a Baylis pode apoiar a avaliação de soluções que envolvam:

  • risco climático e impacto financeiro sobre lavouras e receitas;
  • seguros rurais e agrícolas;
  • cobertura de propriedades, máquinas, equipamentos e benfeitorias;
  • transporte e logística;
  • responsabilidade civil;
  • continuidade operacional;
  • risco de crédito, garantias e obrigações contratuais;
  • proteção de pessoas essenciais à atividade;
  • resseguro facultativo e risco estruturado para exposições mais complexas.

Super El Niño 2026 - Maquinários

 

Seguros e soluções essenciais para enfrentar o Super El Niño

A contratação deve ser feita com antecedência, considerando as condições de cada seguradora, região, cultura e operação. É indispensável analisar detalhadamente riscos cobertos, limites, franquias, exclusões, período de vigência, obrigações do segurado e regras de aviso de sinistro.

 

Seguro rural ou agrícola

O seguro agrícola é a principal camada de proteção contra perdas produtivas. Conforme a modalidade e a apólice, pode abranger riscos como:

  • seca;
  • excesso de chuva;
  • granizo;
  • geada;
  • vendaval;
  • incêndio;
  • outros eventos climáticos previstos contratualmente.

É essencial verificar se o seguro escolhido corresponde à exposição real da propriedade, se os valores segurados são compatíveis com os custos e receitas expostos e se há exigência de plantio dentro do ZARC.

O produtor também deve verificar as condições de acesso ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), observando regras, disponibilidade orçamentária e critérios vigentes.

 

Proagro e Garantia-Safra

Proagro pode ser relevante para produtores financiados que atendam às regras do programa. Já o Garantia-Safra é direcionado à agricultura familiar em localidades e condições elegíveis.

Esses instrumentos não substituem necessariamente o seguro agrícola privado, mas podem fazer parte da estratégia de proteção de produtores que se enquadram em seus critérios.

 

Proteção de propriedades, máquinas e equipamentos

Uma lavoura pode sobreviver a um evento climático, mas a operação ainda ser paralisada pelo dano a uma colheitadeira, sistema de irrigação, silo, galpão ou estrutura elétrica.

Por isso, devem ser avaliadas proteções para:

  • tratores, pulverizadores, colheitadeiras e implementos;
  • silos, armazéns e estruturas de beneficiamento;
  • galpões, oficinas e benfeitorias;
  • sistemas de irrigação, motores, bombas e geradores;
  • equipamentos eletrônicos e instalações elétricas;
  • estoques e insumos, quando aplicável.

A solução de Proteção de Propriedades, Máquinas e Equipamentos da Baylis é relevante para analisar a proteção de ativos críticos e o risco de interrupção decorrente de sua indisponibilidade.

 

Transporte e logística

Chuvas intensas, enchentes ou seca severa podem restringir estradas, acessos internos, pontes, armazéns e rotas de escoamento. Isso amplia a exposição da carga e pode comprometer prazos de entrega e contratos comerciais.

A solução de Transporte e Logística da Baylis pode ser considerada para analisar riscos durante a movimentação da produção, vulnerabilidades nas rotas e exposição de parceiros logísticos.

 

Responsabilidade civil

A atividade agropecuária pode gerar responsabilidades relacionadas a danos a terceiros, acidentes, operações de transporte, atividades de prestadores de serviço e questões ambientais ou operacionais.

A solução de Responsabilidade Civil da Baylis deve ser considerada especialmente por empresas rurais, cooperativas, agroindústrias e propriedades com circulação intensa de pessoas, veículos, prestadores e operações de maior escala.

 

Seguro de vida, acidentes pessoais, saúde e benefícios

A continuidade do negócio rural depende de pessoas-chave: sócios, gestores, familiares, técnicos e operadores especializados. A proteção humana é parte essencial da resiliência da atividade.

A Baylis oferece soluções de Seguro VidaSeguro Acidentes Pessoais e Saúde e Benefícios, que podem integrar o plano de continuidade financeira e operacional da propriedade ou empresa.

 

Seguro de crédito, garantias e riscos financeiros

Uma quebra de safra pode provocar efeito cascata na cadeia: queda de receita, atrasos de pagamento, maior risco de inadimplência e pressão sobre fornecedores, compradores e parceiros.

Para empresas rurais que vendem a prazo, possuem recebíveis relevantes ou dependem de contratos complexos, vale avaliar soluções de Crédito, Riscos Políticos e Terrorismo e Garantia, disponíveis no portfólio da Baylis.

 

Resseguro facultativo e risco estruturado

Em grandes operações, a exposição pode superar os limites de soluções convencionais. Nesses casos, produtores de maior porte, cooperativas, grupos empresariais, agroindústrias e operações com ativos complexos podem avaliar alternativas de Resseguro Facultativo e Risco Estruturado.

O resseguro funciona como um mecanismo de ampliação da capacidade de absorção de riscos pelo mercado segurador, sendo particularmente relevante em eventos climáticos severos que atingem diversos segurados simultaneamente.

 

Seguro paramétrico: alternativa complementar para liquidez

O seguro paramétrico pode ser uma solução complementar a ser avaliada. Diferentemente do seguro tradicional, ele é acionado quando um índice objetivo previamente definido em apólice – como chuva acumulada, temperatura, vento ou umidade do solo – atinge determinado gatilho.

Segundo a Sociedade Nacional de Agricultura, essa modalidade pode oferecer maior agilidade e previsibilidade de pagamento, pois não depende exclusivamente da avaliação direta de perdas na propriedade.

Por outro lado, exige atenção ao chamado risco de base: a situação em que o índice climático contratado não representa perfeitamente a perda real sofrida pelo produtor. Portanto, a modalidade deve ser estruturada com dados adequados, gatilhos coerentes e orientação especializada – não como substituta automática, mas como possível complemento ao seguro agrícola convencional e à estratégia de liquidez.

 

Checklist imediato para o produtor e a empresa rural

  1. Consultar o ZARC aplicável à cultura, ao município, ao tipo de solo e à cultivar.
  2. Acompanhar boletins do INMET e estabelecer gatilhos operacionais para decisões de plantio, irrigação, drenagem e colheita.
  3. Atualizar o inventário de máquinas, equipamentos, silos, galpões, benfeitorias, estoques e rebanho.
  4. Revisar os valores segurados para reduzir risco de subseguro.
  5. Conferir vigência, limites, franquias, exclusões e riscos efetivamente cobertos pelas apólices atuais.
  6. Avaliar se há cobertura para seca, excesso de chuva, granizo, geada, vendaval, alagamento, incêndio e danos elétricos, quando aplicável.
  7. Revisar estruturas de drenagem, conservação de solo, reservação de água e prevenção a incêndios.
  8. Preparar plano de contingência para energia, irrigação, armazenagem, transporte, pessoas e comunicação.
  9. Organizar notas fiscais, fotos, mapas, laudos, registros de plantio e documentos financeiros.
  10. Simular o impacto de uma quebra parcial ou total da safra sobre fluxo de caixa, dívidas e compromissos contratuais.
  11. Avaliar seguros de lavoura, patrimônio, transporte, responsabilidade civil, pessoas, crédito e garantias como partes complementares de uma mesma estratégia.
  12. Buscar uma análise especializada para estruturar uma matriz de riscos proporcional ao porte, à cultura, à região e ao patrimônio da operação.

 

O Super El Niño não torna o prejuízo inevitável, mas eleva a probabilidade de eventos capazes de afetar simultaneamente a produção, o patrimônio, a receita e a continuidade operacional do agronegócio.

Para pequenos produtores, a prioridade é preservar renda, atividade e patrimônio familiar. Para médios produtores, é proteger a lavoura, os equipamentos, a liquidez e o acesso ao crédito. Para grandes grupos, cooperativas e empresas agroindustriais, o foco deve incluir a cadeia de valor completa, os contratos, a logística, os ativos críticos e os riscos financeiros.

A proteção mais sólida para 2026 combina manejo agronômico, ZARC, monitoramento climático, conservação de solo e água, planejamento de caixa, seguros adequados e gestão integrada de riscos.

A parceria estratégica entre a Baylis Seguros e a WTW | Willis Towers Watson reforça essa visão: risco climático é também risco financeiro, patrimonial, logístico e humano. Com uma estratégia construída antes do evento, o produtor ou empresa rural amplia sua capacidade de absorver impactos, recuperar-se de perdas e manter o negócio em operação.

 

Fontes e referências

 

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